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Festas clandestinas em São Paulo geram revolta e produtores lançam movimento “Block List”

Com mais de 12 horas de duração cada, duas festas ilegais vieram a público neste final de semana

Festas Clandestinas em São Paulo
Foto: Pim Myten e Kristina Flour

Mesmo com a proibição de festas no Estado de São Paulo, baladas clandestinas continuam acontecendo, indo contra medidas de proteção e de isolamento social necessárias para evitar a proliferação do coronavírus. Neste último final de semana, duas festas ilegais vieram a público causando revolta e indignação entre produtores da cena eletrônica, que estão há meses sem trabalhar. 

 

Uma destas festas, com direito a flyer de divulgação aconteceu no Sítio da Glória, localizado a 26km da capital paulista. Ironicamente chamado de “Tudo no Sigilo”, o encontro clandestino durou 17 horas e contou com nove DJs no lineup. É fato que o sigilo prometido não aconteceu, pois bastou uma rápida busca pelas redes sociais para encontrar promoters e vários vídeos feitos pelos frequentadores, que pareciam não se intimidar com a exposição. Além da grande quantidade de pessoas, todos estavam sem máscara e, claro, consumindo bebida alcóolica. 

“Tudo no Sigilo” no Sítio da Glória começou sábado, 18, e só terminou no meio da tarde de domingo

 

Outra festa, o “B-day da Raissa”, também com a participação de vários DJs e mais de 12 horas de duração, aconteceu no Santa Helena Eventos e Lazer, em Mairiporã, na grande São Paulo. O representante do local informou via comunicado que o espaço foi alugado para um aniversário. “Como representante do Santa Helena Eventos e Lazer, venho por meio deste, relatar que nesse final de semana nossa propriedade inteira, que tem mais de 800 mil metros quadrados, acomodações para receber até 5 mil pessoas em eventos, teve seu espaço cedido para um aniversário de uma amiga muito querida, que contou com 20 convidados.” 

Diante do tamanho desrespeito e descaso, produtores de eventos, organizadores e proprietários de casas noturnas de São Paulo resolveram se unir para lançar nessa segunda-feira, 20, o movimento “Block List”. O objetivo é coibir este tipo de evento, bem como identificar os artistas confirmados e responsabilizar seus organizadores. A causa, que começou localmente em São Paulo, cresceu nas redes sociais e já é apoiada por produtores de outros Estados. 

As festas clandestinas, além de colocar as pessoas em risco, ameaçam e atrasam a retomada responsável do setor de entretenimento, gravemente abalado pela crise. Os flagrantes são sinônimos de desrespeito com o coletivo e com inúmeros artistas e profissionais que, de maneira responsável, estão seguindo as recomendações das autoridades da saúde. 

A festa clandestina “Tudo no Sigilo” teve até copo personalizado

O DDROP se solidariza com a causa e também convida você, que respeita e preza pela comunidade eletrônica, a não participar e não compactuar com eventos clandestinos. Acreditamos fielmente que não há espaço no atual cenário para tratar a diversão como prioridade e para fazer vista grossa para as mais de 80 mil vidas perdidas no Brasil. Ficou sabendo de algo? Não faça parte. Denuncie! 

Movimento “Block List” ganhou força nas redes sociais

NOTA DO EDITOR: Nós optamos por não mencionar no texto os nomes dos promotores das festas, dos DJs envolvidos ou dos frequentadores que postaram e tornaram os vídeos públicos na internet, pois a nossa intenção não é expor, julgar e nem promover linchamento virtual, mas sim conscientizar para que este tipo de situação não volte a se repetir.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Avatar

    Michel Palazzo

    21 de julho de 2020 at 12:25

    Muito 🙌! Divulguem sempre.

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